Queria te contar que agora eu faço poesia
Mãe, sua falta me consome todo dia!
Eu queria te contar que agora eu faço poesia!
Tô escrevendo um livro, vou viver de arte, não serei mais a “obra prima” da sua vida, como você dizia…
Ou sua campeã…
Ao menos, não só sua. Será que você me aceitaria?
Queria te contar que me livrei de ciclos viciosos, de pessoas vazias e rasas.
Mãe, sua falta me consome todo dia!
Você é a inspiração das minhas palavras, minha alegria!
Queria te contar que agora eu faço poesia!
E a saudade é combustível, inspiração e melodia.
Não sou mais quem você conhecia, queria saber o que você diria…
A cada dia me abandona a melancolia
Me preenchi de nostalgia e falo de você com euforia!
Mãe, sua falta me consome todo dia!
Me livrei das palavras e roupas de executiva, de leis só falo o básico, e sobre vender,
Só vendo minhas coisas antigas.
Mas tô fazendo tudo com todo meu amor, dedicação e alma… como eu te prometia!
Mãe se um dia eu gritei, foi porque eu não entendia sua luta para me amar
Meus defeitos, meus jeitos
Sou teimosa, faço birra e gosto de estar com a razão
Péssimos hábitos para conviver com o seu coração
Mãe, mudei de endereço, de cabelo, de tamanho… sou infinitamente mais
Tenho mais gratidão,
Estou mais feliz e tenho mais paz, quem você conheceu na minha vida eu já nem sei quem são
Mãe doeu bem mais do que eu imaginei, minhas ausências,
minhas inconsistências, incoerências.
Queria te dizer que desceram amargas e houveram diversas consequências
Mas hoje eu sou outra Maria e Victória
Como se as personalidades se misturassem e fossem duas e unidas mas ao mesmo tempo e separadas
e únicas na minha história
Mãe, sua falta me consome todo dia!
Eu queria te contar que o seu amor me transformou em pura poesia.